PROJETO · KEYLOGGER

Preparando o Ambiente

Ainda precisa preparar a máquina virtual? Acesse o Projeto Linux Mint para aprender a criar uma VM, instalar o Linux Mint e preparar as ferramentas de desenvolvimento. Se esse ambiente já estiver pronto, continue a partir desta aula.

Vamos preparar uma área de trabalho organizada dentro da máquina virtual (VM) Linux Mint, registrar as condições do laboratório e criar um histórico local com Git. Os comandos desta aula são para o terminal Bash do Linux Mint.

Linux Mint em VMTerminal Bash e VS CodePython 3 e Git
Aviso ético e de segurança: trabalhe somente na máquina virtual criada para este projeto e use dados de teste. Não registre senhas, mensagens privadas nem entradas de outras pessoas. A VM ajuda a separar o laboratório, mas não oferece isolamento absoluto.
Ambiente de referência: este projeto usa Linux Mint 22.3 em uma máquina virtual. As telas e instruções foram preparadas para essa versão. Em outra versão do Mint ou em outra distribuição Linux, a interface, os nomes das opções e alguns comandos, principalmente os de instalação, podem variar. Confira a documentação da sua distribuição antes de adaptar um passo.
Objetivos

O que você vai aprender

Ao concluir esta aula, você deverá conseguir identificar o Linux Mint da VM, conferir as ferramentas, organizar a pasta do laboratório, documentar as condições do teste e guardar a preparação em um repositório Git local.

01 · Ambiente

Conferir Linux Mint

Registrar a versão do sistema e conhecer o terminal Bash.

02 · Organização

Criar o espaço de trabalho

Manter os arquivos do projeto em uma pasta própria dentro da VM.

03 · Python

Preparar o projeto

Conferir as ferramentas Python usadas nas atividades do laboratório.

04 · Histórico

Usar Git localmente

Guardar etapas selecionadas no histórico local do projeto.

Antes de começar

Conheça as ferramentas

Sistema

Linux Mint em VM

Um computador virtual que executa o Linux Mint dentro do computador principal. O VirtualBox é o programa usado para criar, iniciar e configurar essa VM.

Editor

Visual Studio Code

Será usado para abrir a pasta e editar os arquivos do projeto.

Terminal

Bash

Recebe comandos para conferir o sistema, Python e Git.

Linguagem

Python 3

Registre a versão disponível na sua VM; ela pode variar conforme a versão do Mint e as atualizações instaladas.

Histórico

Git

Guarda um histórico local das mudanças nos arquivos selecionados. Um commit é um registro salvo nesse histórico, com autoria e data.

01 · Verificação

Conferir o ambiente

Os passos a seguir usam o terminal Bash da VM Linux Mint 22.3. Registre as saídas reais; não copie exemplos como se fossem medições.

1

Abrir o Terminal pela barra inferior

Clique no atalho do Terminal na barra inferior. Se preferir, abra o menu Iniciar e procure por Terminal.

Área de trabalho do Linux Mint. Uma seta e um contorno coral destacam o atalho do Terminal na barra inferior do Linux Mint.
Clique no atalho destacado para abrir o Terminal.

A janela do Terminal deve abrir. Mantenha-a aberta para executar os próximos comandos.

2

Identificar a versão do Linux Mint

Terminal · Bash
cat /etc/os-release

Localize a linha PRETTY_NAME e registre a edição e a versão mostradas. Esta VM exibe Linux Mint 22.3; a versão instalada em outra VM pode ser diferente.

Terminal Bash. Contornos corais destacam o comando cat /etc/os-release e toda a linha PRETTY_NAME=Linux Mint 22.3; setas apontam para cada alvo.
A seta e o contorno superiores indicam onde digitar cat /etc/os-release. O segundo destaque envolve toda a linha PRETTY_NAME, onde você confere e registra a versão mostrada.
3

Conferir as versões do Python 3 e do Git

A instalação padrão do Linux Mint 22.3 já inclui Python 3. Confira as versões do Python e do Git com estes comandos:

Terminal · Bash
python3 --version
git --version
Terminal Bash mostrando as versões do Python 3 e do Git. Setas e contornos corais destacam os comandos python3 --version e git --version.
Esta VM mostra Python 3.12.3 e Git 2.43.0. Registre as versões observadas na sua VM; elas podem ser diferentes.

Se git não for encontrado e você estiver usando Linux Mint 22.3, instale-o pelos repositórios configurados do sistema. sudo solicita autorização administrativa. apt é o gerenciador de pacotes do Mint. Execute um comando por vez: sudo apt update consulta os repositórios e atualiza a lista local de pacotes disponíveis. Essa lista funciona como um catálogo; o comando não instala nem atualiza os programas do computador. Depois, sudo apt install git usa essa lista para localizar o pacote Git e solicitar sua instalação. A ordem importa porque o primeiro comando atualiza as informações usadas pelo segundo.

Terminal · Bash · Linux Mint 22.3
sudo apt update
sudo apt install git

Se o terminal solicitar sua senha, digite a senha da conta Linux. Os caracteres não aparecem enquanto você digita. Leia a lista de pacotes e confirme somente se estiver de acordo. Ao terminar, repita git --version para conferir se a instalação foi concluída.

Esses comandos são para Linux Mint 22.3. Se python3 não for encontrado em uma instalação padrão do Mint, ou se você estiver usando outra distribuição, não presuma que os mesmos componentes estejam instalados. Confira a configuração do sistema e consulte a documentação oficial da distribuição para encontrar o gerenciador e os pacotes adequados; não execute os comandos com apt em outra distribuição sem confirmar que ela o utiliza. Veja também a documentação do APT, usada como referência para os comandos de atualização e instalação.

4

Executar uma instrução simples em Python

Terminal · Bash
python3 -c "print('Laboratório Python funcionando')"

A opção -c pede ao Python que execute a instrução escrita entre aspas. A função print mostra a mensagem no terminal. O resultado esperado é Laboratório Python funcionando; isso confirma somente que Python executou essa instrução simples.

Terminal Linux Mint. Um contorno coral destaca o comando python3 -c que imprime a mensagem Laboratório Python funcionando; uma seta coral aponta para o início do comando. A saída aparece abaixo.
Digite o comando destacado. O terminal mostra Laboratório Python funcionando e retorna ao prompt, indicando que a instrução foi executada.
02 · Segurança

Conferir a máquina virtual

Nesta seção, vamos conferir como a máquina virtual (VM) usa os recursos do computador principal e quais opções permitem trocas entre os ambientes. Primeiro revisaremos as configurações com a VM desligada; depois, veremos as opções da sessão em execução.

A VM usa recursos do computador principal. As opções de compartilhamento e rede precisam ser verificadas porque podem criar caminhos entre os ambientes.
Analogia: imagine o computador principal como uma oficina e a VM como uma bancada separada dentro dela. A bancada organiza o trabalho, mas continua dentro da mesma oficina. Pastas e área de transferência compartilhadas permitem trocas diretas; a rede cria conexões próprias. A comparação ajuda a visualizar a relação, mas não significa que a VM esteja totalmente isolada.
1

Abrir as configurações da VM

No VirtualBox, confirme que a VM do Linux Mint está desligada. Se estiver em execução, encerre o Linux Mint normalmente e aguarde o estado Desligada. Depois, clique com o botão direito na VM e escolha Configurações.

Menu de contexto do VirtualBox na VM desligada. A seta e o contorno coral destacam a opção Configurações.
Com a VM desligada, clique em Configurações para revisar as opções permanentes.
2

Revisar pastas compartilhadas

Na lateral das configurações, clique em Pastas Compartilhadas. Confira as categorias e expanda-as se necessário. Registre os caminhos e as permissões que aparecerem; não adicione, remova nem altere pastas nesta conferência.

Configurações do VirtualBox com Pastas Compartilhadas destacado na navegação lateral; a lista inclui as categorias Pastas Globais e Pastas da Máquina.
Abra Pastas Compartilhadas e confira a lista. As categorias Pastas Globais e Pastas da Máquina podem precisar ser expandidas para mostrar entradas.
3

Conferir o modo de rede

Na lateral, clique em Rede. Na aba Adaptador 1, registre o valor exibido em Ligado a. A captura mostra NAT (tradução de endereços de rede), um modo em que a VM costuma acessar redes externas pela conexão do computador principal. Use o valor que aparecer na sua VM.

Configurações de Rede do VirtualBox. O contorno e a seta corais destacam o campo Ligado a, que mostra NAT nesta captura.
Confira o campo Ligado a. Nesta captura ele mostra NAT; registre o modo exibido na sua VM.
Importante: NAT não significa ausência de internet nem isolamento total. Considere a necessidade de conectividade antes de cada atividade e interrompa qualquer comportamento inesperado.
4

Conferir a área de transferência durante a execução

Inicie a VM e abra o Linux Mint. No menu da janela da VM, abra Dispositivos e aponte para Área de Transferência Compartilhada para abrir o submenu. Confira qual opção tem a marca de seleção e registre o estado. Não clique numa opção, pois isso pode alterar a configuração da sessão.

Menu Dispositivos aberto no VirtualBox. Contornos e setas corais destacam Área de Transferência Compartilhada e a opção Desabilitado marcada nesta captura.
Aponte para Dispositivos → Área de Transferência Compartilhada e confira a marca de seleção sem clicar. Nesta captura, Desabilitado está selecionado.
5

Conferir Arrastar e Soltar durante a execução

No mesmo menu Dispositivos, aponte para Arrastar e Soltar para abrir o submenu. Confira e registre a opção marcada sem clicar nela. Essas opções mostram o estado da sessão em execução; anote-o separadamente das configurações permanentes da VM.

Menu Dispositivos aberto no VirtualBox. Contornos e setas corais destacam Arrastar e Soltar e a opção Desabilitado marcada nesta captura.
Aponte para Dispositivos → Arrastar e Soltar e confira a marca de seleção sem clicar. Nesta captura, Desabilitado está marcado.
03 · Organização

Criar a pasta do laboratório

Nesta etapa, você vai criar a pasta do projeto na Área de Trabalho, abri-la no VS Code e preparar dentro dela a pasta docs. As capturas mostram a interface em português ou inglês; os nomes dos menus podem variar conforme o idioma.

1

Criar uma pasta na Área de Trabalho

Na Área de Trabalho do Linux Mint, clique com o botão direito em uma área vazia e escolha Criar nova pasta.

Menu de contexto da Área de Trabalho do Linux Mint, com um contorno coral em Criar nova pasta e uma seta apontando para essa opção.
Clique em Criar nova pasta para iniciar a criação.
2

Nomear a pasta do projeto

Digite Laboratorio-Keyloggers como nome e confirme com Enter. Confira se a pasta aparece na Área de Trabalho.

Pasta Laboratorio-Keyloggers visível na Área de Trabalho do Linux Mint, após sua criação.
Esta captura mostra a pasta criada. O nome deve ser Laboratorio-Keyloggers.
3

Abrir o VS Code

Se o atalho do VS Code estiver disponível na barra inferior, clique nele. Você também pode abrir o editor pelo menu Iniciar.

Barra inferior da Área de Trabalho do Linux Mint com o ícone do Visual Studio Code contornado em coral e indicado por uma seta.
Se estiver usando o atalho mostrado, clique no ícone destacado para abrir o VS Code.

Se o VS Code não estiver instalado, consulte as instruções de instalação desta aula antes de continuar.

4

Escolher Abrir Pasta

No VS Code, abra o menu Arquivo (File) e escolha Abrir Pasta (Open Folder...).

Menu File do VS Code aberto, com Open Folder contornado em coral e indicado por uma seta.
Escolha File → Open Folder.... Em uma interface em português, procure a opção equivalente Arquivo → Abrir Pasta.
5

Selecionar a pasta criada

Na janela que abrir, localize e selecione Laboratorio-Keyloggers na Área de Trabalho e confirme em Selecionar. A captura mostra essa pasta selecionada.

Janela Abrir Pasta com Laboratorio-Keyloggers selecionada na Área de Trabalho; um contorno coral envolve a linha da pasta e uma seta aponta para ela.
Selecione a pasta do projeto e confirme. Se a janela abrir em outro local, navegue até a Área de Trabalho antes de selecioná-la.
6

Conferir a pasta aberta no VS Code

Confira se Laboratorio-Keyloggers aparece como pasta principal no painel Explorer. Assim, os arquivos e as pastas criados nas próximas etapas ficarão dentro do projeto.

Painel Explorer do VS Code com Laboratorio-Keyloggers como pasta principal; um contorno coral destaca a pasta e uma seta aponta para ela.
O contorno e a seta indicam a pasta principal aberta no Explorer.
7

Criar a pasta docs

No Explorer, use o botão New Folder (Nova Pasta) ao lado do nome do projeto. Digite docs e confirme com Enter. A pasta deve aparecer dentro de Laboratorio-Keyloggers, no mesmo nível de outros arquivos do projeto.

Campo de criação de pasta no Explorer do VS Code, com docs digitado; um contorno coral destaca o campo e uma seta aponta para ele.
Digite docs no campo destacado e pressione Enter para criar a pasta.
04 · Documentação

Registrar o laboratório

No Explorer do VS Code, clique com o botão direito na pasta docs, escolha New File (Novo Arquivo), digite ambiente-laboratorio.md e pressione Enter. O arquivo será aberto no editor.

Arquivo ambiente-laboratorio.md selecionado dentro de docs e aberto no VS Code; um contorno coral destaca o nome do arquivo e uma seta aponta para ele.
Depois de criar o arquivo, confira se ele aparece dentro de docs e se está aberto no editor.

Use o modelo abaixo para registrar as condições observadas nas etapas anteriores. Não preencha valores por suposição.

Modelo · docs/ambiente-laboratorio.md
# Registro do Ambiente do Laboratório

## 1. Finalidade
Documentar o ambiente e os limites usados nas atividades do projeto.

## 2. Escopo autorizado
- Usar somente a VM criada para o laboratório.
- Fazer testes com entradas inventadas e controladas.
- Não registrar senhas, mensagens privadas ou dados de outras pessoas.
- Não criar captura oculta ou fora do escopo combinado.
- Não enviar eventos ou registros de teclado para terceiros.
- Interromper a atividade se ocorrer algo inesperado.

## 3. Ambiente observado
- Sistema e versão (copiar PRETTY_NAME de /etc/os-release):
- Virtualizador:
- Editor:
- Terminal e tipo de sessão gráfica:
- Python 3 (saída de python3 --version):
- Git (saída de git --version):

## 4. Compartilhamento e rede
- Área de Transferência Compartilhada:
- Arrastar e Soltar:
- Pastas Compartilhadas:
- Adaptador e modo de rede:
- Snapshot e data (se houver):

## 5. Organização
- Pasta do projeto: Laboratorio-Keyloggers (Área de Trabalho)
- Documentação: docs/ambiente-laboratorio.md
- Git: repositório local, sem remoto nesta etapa.

## 6. Revisão
- Data da verificação:
- Diferenças ou observações:
- Estado confirmado? Sim / Não

Agora copie todo o modelo exibido acima e cole-o em docs/ambiente-laboratorio.md. Salve o arquivo. Os campos em branco são intencionais: preencha-os somente com informações que você observou. Se houver um snapshot — um ponto salvo do estado da VM — registre seu nome e data; não o restaure nem altere durante esta atividade.

05 · Proteção

Criar e preencher .gitignore

O arquivo .gitignore informa ao Git quais arquivos locais ignorar ao procurar conteúdo para registrar. Ele não apaga arquivos, não criptografa dados e não remove arquivos já adicionados ao histórico.

1

Criar .gitignore na raiz

No Explorer do VS Code, use New File (Novo Arquivo) ao lado de Laboratorio-Keyloggers, digite .gitignore e pressione Enter. O arquivo deve ficar na raiz do projeto, no mesmo nível de docs.

No Explorer do VS Code, o nome .gitignore está destacado por um contorno coral e uma seta; o conteúdo do arquivo aparece aberto ao lado.
A seta e o contorno destacam somente o nome .gitignore no Explorer.

Use o modelo abaixo para definir quais arquivos locais o Git deve ignorar.

Modelo · .gitignore
# Ambiente virtual Python
.venv/
venv/

# Cache e arquivos compilados
__pycache__/
*.py[cod]

# Configurações locais e segredos
.env
.env.*

# Logs e arquivos temporários
*.log
*.tmp

As linhas que começam com # são notas para quem lê o arquivo. Elas separam os grupos e não mudam o que o Git faz.

  • .venv/ e venv/: ignoram pastas que guardam as ferramentas Python usadas neste projeto. A barra / no fim mostra que a regra vale para uma pasta.
  • __pycache__/: ignora uma pasta que o Python cria para guardar arquivos que ajudam os programas a iniciar mais rápido. O Python pode criar essa pasta de novo quando precisar.
  • *.py[cod]: ignora nomes que terminam em .pyc, .pyo ou .pyd. O sinal * pode representar qualquer nome, como teste. No final, [cod] aceita c, o ou d. Por isso a regra combina, por exemplo, com teste.pyc, teste.pyo e teste.pyd.
  • .env e .env.*: ignoram arquivos com opções usadas pelo projeto neste computador. O primeiro pega o nome .env; o segundo pega nomes como .env.local e também .env.example, mesmo que contenha apenas exemplos. Não coloque senhas reais nesses arquivos.
  • *.log e *.tmp: ignoram arquivos cujo nome termina em .log ou .tmp. Arquivos .log guardam mensagens dos programas; arquivos .tmp são arquivos de uso temporário.

Essas regras ajudam a evitar que o Git inclua esses arquivos por engano. Elas não apagam arquivos nem retiram do histórico algo que já foi registrado.

Agora copie todo o modelo exibido acima e cole-o em .gitignore. Salve o arquivo.

06 · Editor

Ativar o salvamento automático

O salvamento automático guarda suas alterações enquanto você edita no VS Code.

1

Conferir a opção Auto Save

No menu File (Arquivo), escolha Auto Save (Salvamento automático). A captura mostra a opção já ativada; se estiver sem a marca, clique nela uma vez para ativá-la.

Menu File do VS Code aberto; Auto Save está contornado em coral e indicado por uma seta, com a marca de seleção visível.
Confira a marca ao lado de Auto Save. Se ela não estiver presente, clique na opção.
07 · Python

Criar um ambiente virtual

Um ambiente virtual (venv) é uma pasta com ferramentas Python separadas para este projeto. Pense numa caixa de ferramentas própria: instalar uma biblioteca nela não altera os pacotes Python de outros projetos. Esse recurso organiza dependências, mas não é uma barreira de segurança para executar programas suspeitos.

1

Abrir o terminal integrado

No menu Terminal do VS Code, escolha New Terminal (Novo Terminal).

Menu Terminal do VS Code aberto; New Terminal está contornado em coral e indicado por uma seta.
Clique em New Terminal para abrir o terminal dentro do VS Code.

Na primeira vez, o VS Code pode perguntar se você confia nos arquivos desta pasta. Confira se está aberta a pasta Laboratorio-Keyloggers, que você criou para esta aula. Se for essa mesma pasta e você reconhece os arquivos que colocou nela, escolha Trust Folder & Continue. Se não reconhecer a pasta ou algum arquivo, escolha Cancel e confira antes de continuar.

Aviso de confiança do VS Code; Trust Folder & Continue está contornado em coral e indicado por uma seta.
Confie somente na pasta do laboratório que você criou e verificou.

Depois da confirmação, o terminal integrado aparece na parte inferior do VS Code, pronto para receber comandos. O caminho varia entre computadores; nesta captura, ele termina em Laboratorio-Keyloggers.

Terminal integrado aberto na parte inferior do VS Code, com o prompt Bash no caminho Laboratorio-Keyloggers.
Esta captura mostra o terminal aberto na pasta do projeto.
2

Criar a pasta .venv

No terminal integrado, digite python3 -m venv .venv e pressione Enter. Esse comando cria a pasta .venv com as ferramentas Python deste projeto.

Comando python3 -m venv .venv digitado no terminal integrado; um contorno coral destaca o comando e uma seta aponta para ele.
O comando está digitado. Pressione Enter para executá-lo.

Depois que o terminal voltar a mostrar o cursor, confira se a pasta .venv apareceu no Explorer.

Explorer do VS Code mostrando a pasta .venv dentro de Laboratorio-Keyloggers; um contorno coral destaca o nome da pasta e uma seta aponta para ele.
A pasta .venv aparece na lista do projeto.
3

Ativar a pasta .venv no terminal

Para usar essas ferramentas neste terminal, digite source .venv/bin/activate e pressione Enter. Esse comando ativa a pasta .venv na sessão atual do terminal.

Comando source .venv/bin/activate digitado no terminal; um contorno coral destaca o comando e uma seta aponta para ele.
Pressione Enter para ativar a pasta neste terminal.

Quando a ativação funcionar, o prompt começa com (.venv). Esse texto indica que os comandos Python seguintes usarão as ferramentas desta pasta.

Terminal integrado com o comando source .venv/bin/activate destacado por um contorno coral e uma seta; o prefixo (.venv) aparece no prompt após a ativação.
O comando destacado ativa o ambiente; depois da execução, o prefixo (.venv) aparece no prompt.
4

Conferir a versão do Python

Com (.venv) ativo, execute python --version. O comando mostra a versão do Python que será usada neste projeto.

Comando python --version destacado por um contorno coral e uma seta no terminal; a saída visível é Python 3.12.3.
A captura mostra Python 3.12.3. A versão pode ser diferente no seu computador; registre a saída que aparecer.
5

Conferir a versão do pip

Execute python -m pip --version. Esse comando mostra a versão do pip usada pelo Python ativo. Confira se o caminho exibido contém .venv; assim você confirma que está consultando o pip deste projeto.

Comando python -m pip --version destacado por um contorno coral e uma seta; a saída mostra pip e o caminho dentro da pasta .venv.
A saída da captura mostra o caminho do pip dentro de .venv. Sua versão pode ser diferente; registre o que aparecer.
6

Se o módulo venv não estiver disponível

Se Python informar que não encontrou venv ou ensurepip, pare. No terminal da VM Linux Mint 22.3, atualize a lista local de pacotes e instale o suporte: primeiro execute sudo apt update, que atualiza o catálogo sem atualizar os programas instalados; depois execute sudo apt install python3-venv, que instala o pacote de suporte a ambientes virtuais. Se o terminal pedir a senha, digite a senha da conta Linux; os caracteres não aparecem enquanto você digita. Se o pacote não estiver disponível ou não corresponder à versão do Python, confira a documentação oficial da sua distribuição. Depois, tente criar .venv novamente. Não use sudo pip nem instale pacotes Python globalmente para contornar o erro.

08 · Git

Inicializar o repositório local

Git guarda um histórico das alterações de uma pasta. Vamos iniciar esse histórico na pasta Laboratorio-Keyloggers, aberta no VS Code. Primeiro, limpe o texto antigo do terminal para facilitar a leitura das próximas saídas.

1

Limpar a tela do terminal

Digite clear e pressione Enter. Esse comando limpa o texto que aparece na tela do terminal; ele não apaga arquivos nem altera o projeto.

Comando clear digitado no terminal integrado, destacado por um contorno coral e uma seta.
Execute clear para começar com a tela limpa.
2

Iniciar o repositório

Na pasta Laboratorio-Keyloggers, execute git init. Ele cria uma pasta interna chamada .git, onde Git guarda o histórico deste projeto. O comando não envia arquivos para a internet.

Comando git init destacado por um contorno coral e uma seta no terminal; a saída confirma que o repositório foi iniciado.
A mensagem Repositório vazio Git inicializado confirma que o repositório local foi criado. As linhas amarelas são sugestões do Git, não erros.
3

Definir o nome main

O Git chama de branch uma linha de trabalho. Nesta aula, a linha principal terá o nome main. A opção -M renomeia a linha inicial para esse nome. Digite e execute:

Terminal · Bash
git branch -M main
Comando git branch -M main destacado por um contorno coral e uma seta no terminal.
Pressione Enter para definir main como nome da linha principal.
4

Conferir o estado do repositório

Execute git status. Esse comando mostra a branch atual e os arquivos que o Git ainda não está acompanhando.

Comando git status digitado no terminal integrado, destacado por um contorno coral e uma seta.
Pressione Enter para consultar o estado do repositório.
Saída de git status mostrando que ainda não há commits e listando .gitignore e docs como arquivos não monitorados.
A saída mostra que ainda não há registros salvos no histórico e lista .gitignore e docs/ como arquivos ainda não adicionados ao Git. Isso é esperado antes do primeiro commit.
09 · Identidade

Configurar autoria local

O Git registra nome e e-mail como autoria dos commits. Usaremos --local, que aplica essas informações somente a este repositório.

1

Definir nome e e-mail

Troque os exemplos pelo nome e pelo e-mail que deseja associar aos seus commits. Os dois comandos abaixo guardam os dados somente neste projeto.

Terminal · Bash
git config --local user.name "Seu Nome"
git config --local user.email "seu-email@exemplo.com"
Dois comandos git config --local para definir nome e e-mail estão destacados por contornos corais, com setas apontando para cada comando.
Substitua o nome e o e-mail de exemplo pelos seus e execute os dois comandos, um de cada vez.

Depois, consulte os dados salvos neste repositório:

Terminal · Bash
git config --local user.name
git config --local user.email
Os comandos git config --local user.name e git config --local user.email estão destacados por contornos corais e setas; abaixo aparecem os valores consultados.
Confira se o terminal mostra o nome e o e-mail que você escolheu. Na captura, as linhas abaixo dos comandos exibem os valores salvos.

Se o repositório for publicado futuramente, revise as opções de privacidade do serviço remoto.

10 · Verificação

Revisar arquivos e criar o commit

Antes de criar o registro no Git, confira quais arquivos serão incluídos. Nesta atividade, vamos guardar somente .gitignore e docs/ambiente-laboratorio.md.

1

Conferir os arquivos do projeto

Execute git status para ver o que ainda não foi selecionado. Na captura, aparecem .gitignore e docs/ como arquivos não monitorados. Se aparecer outro arquivo que você não espera, pare e confira antes de continuar.

Resultado de git status mostrando .gitignore e docs como arquivos não monitorados antes do primeiro commit.
Confira a lista antes de selecionar os arquivos para o commit.
2

Selecionar os arquivos para o commit

Digite git add . e pressione Enter. O ponto indica que o Git deve selecionar as alterações desta pasta e das pastas dentro dela, exceto os arquivos que o .gitignore manda ignorar. Por isso, confira a lista anterior e só use este comando quando ela mostrar os arquivos esperados.

Comando git add . digitado no terminal e destacado por um contorno coral e uma seta.
Execute o comando destacado para selecionar os arquivos que não estão sendo ignorados.
3

Conferir o que foi selecionado

Execute git status outra vez. A lista deve mostrar somente .gitignore e docs/ambiente-laboratorio.md em “Mudanças a serem submetidas”. Se aparecer qualquer outro arquivo, não crie o commit ainda; confira o que foi selecionado.

Resultado de git status mostrando .gitignore e docs/ambiente-laboratorio.md como novos arquivos selecionados para o commit.
Os dois arquivos em verde são os que serão guardados no histórico.
4

Criar o commit local

Com a lista conferida, digite o comando abaixo e pressione Enter. git commit cria um registro local dos arquivos selecionados; o texto entre aspas é a mensagem que identifica esse registro.

Terminal · Bash
git commit -m ".gitignore e documentação"
Comando completo git commit -m com a mensagem .gitignore e documentação destacado por contorno coral e seta.
O contorno envolve o comando completo. Pressione Enter para criar o commit.
5

Conferir a mensagem de confirmação

O Git informa se o commit foi criado. Na captura, a mensagem mostra dois arquivos alterados e confirma a criação de .gitignore e docs/ambiente-laboratorio.md. Essa confirmação é local; não envia arquivos para a internet.

Saída do Git confirma o commit local, com dois arquivos alterados e os nomes .gitignore e docs/ambiente-laboratorio.md.
A saída confirma que os dois arquivos foram registrados no histórico local.
6

Conferir o estado final

Por fim, execute git status. Depois de pressionar Enter, confira se o Git informa que não há alterações pendentes. O texto exato pode variar conforme o idioma do Git.

Comando git status digitado no terminal, destacado por um contorno coral e uma seta.
Execute git status para conferir se o projeto ficou sem alterações pendentes.
Saída final de git status na branch main; a mensagem informa que não há nada para registrar e que a árvore de trabalho está limpa.
nothing to commit, working tree clean significa que o commit foi criado e não há alterações pendentes.
11 · Conclusão

Checklist do laboratório

  • Confirmei a edição e a versão real do Linux Mint na VM.
  • Conferi Python 3, Git e a execução de uma instrução simples.
  • Revisei as opções de compartilhamento, rede e snapshot no VirtualBox.
  • Criei e abri Laboratorio-Keyloggers no VS Code.
  • Registrei o ambiente em docs/ambiente-laboratorio.md.
  • Configurei .gitignore para manter o ambiente virtual fora do histórico do Git.
  • Criei e ativei .venv sem instalar pacotes globalmente.
  • Inicializei Git, conferi os arquivos preparados e criei o commit local.
  • Não adicionei arquivos desconhecidos nem dados sensíveis.
Registre resultados honestamente: marque uma etapa como aprovada somente depois de executá-la e observar a saída real.
Quiz

Teste seus conhecimentos

Responda às 8 questões, uma por vez. Leia a explicação após cada resposta e refaça o quiz se precisar revisar algum conceito.

Questão 01 de 080 / 8
Quiz concluído

Você terminou as 8 questões!

Encerramento da Aula 1

Você registrou as condições reais do laboratório, organizou os arquivos e preparou um ambiente virtual Python local. Ative .venv ao iniciar um terminal novo antes de continuar na Aula 2.

O que você achou desta aula?